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Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67425

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Title: Entre vozes e memórias: ponto de vista e referenciação na "Escalada da Repressão" do Memorial da Democracia de Pernambuco
Authors: Santos, Raissa Nascimento dos
Keywords: Ponto de vista; Referenciação; Memória; Ditadura militar; Memorial da Democracia de Pernambuco
Issue Date: 12-Dec-2025
Citation: SANTOS, Raissa Nascimento dos. Entre vozes e memórias: ponto de vista e referenciação na "Escalada da Repressão" do Memorial da Democracia de Pernambuco. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Letras - Bacharelado) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.
Abstract: O Memorial da Democracia de Pernambuco (MDP), fruto dos trabalhos da Comissão Estadual da Memória e da Verdade Dom Helder Câmara, reúne em seu acervo a linha do tempo “Escalada da Repressão”, que apresenta acontecimentos centrais da ditadura militar no Brasil (1964-1985), com ênfase no contexto pernambucano. A partir desse corpus, esta monografia tem como objetivo investigar quais memórias são organizadas e mobilizadas pelo MDP na referida linha do tempo, observando quais pontos de vista (PDV) são construídos e atualizados por meio dos mecanismos de referenciação. Teoricamente, o estudo se ancora nas proposições de Cortez (2003, 2011, 2022) e Rabatel (2016) para a definição do PDV e de suas operações enunciativas, compreendidas como formas de posicionamento e orientação interpretativa inscritas no texto. Para a análise das estratégias referenciais, mobilizamos Koch (2015, 2022), especialmente no que se refere à referenciação como atividade discursiva e aos tipos de memória sociocognitiva envolvidos na construção dos objetos de discurso. Essas memórias, responsáveis pela organização e armazenamento dos saberes que temos sobre o mundo e sobre nossas vivências, são observadas em articulação com os modos como o MDP estrutura, seleciona e hierarquiza os eventos da ditadura. Além disso, torna-se fundamental dialogar com os estudos histórico-filosóficos da memória, que, em contraste com a memória sociocognitiva, compreendem a memória como construto social, responsável por conservar, atualizar e disputar sentidos sobre o passado. Autores como Halbwachs (2013, 2022), Ricoeur (2007), Nora (1993) e Huyssen (2014) auxiliam a compreender como lembranças coletivas são socialmente produzidas, institucionalizadas e disputadas, especialmente no contexto de políticas de memória e justiça de transição, das quais o MDP é um desdobramento direto. Metodologicamente, adotamos uma abordagem qualitativa, que combina a análise discursiva dos textos da linha do tempo com a interpretação histórica dos acontecimentos apresentados. Pergunta-se, assim, que versões do passado são legitimadas, quais atores são postos em evidência e de que maneira o MDP organiza a memória da repressão no estado de Pernambuco. Buscamos compreender como a “Escalada da Repressão” constrói determinadas representações da ditadura militar e orienta o visitante para modos específicos de interpretar esse período. Ao final, pretende-se demonstrar que o MDP, ao articular mecanismos de referenciação e operações de PDV, desempenha um papel ativo na produção e na circulação de memórias sobre a ditadura, contribuindo para a consolidação de narrativas públicas que disputam sentidos sobre o passado autoritário brasileiro.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67425
Appears in Collections:(TCC) - Letras

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